sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

A novidade veio pra Aracaju

Mais uma pra coleção de orgulhos!
Olá amigos!



Estou de volta, quase dois meses após a minha última postagem. Que fique bem claro que não parei de correr de lá pra cá, nunca! O ano de 2014 foi bem prazeroso pra mim em termos de corrida e pra minha felicidade acho que 2015 tem tudo pra ser muito, mas muito melhor.

Primeira novidade: o grupo que criei no Facebook, CORREDORES DE ARACAJU, está crescendo mais do que bolo com fermento. Não é só crescer em adeptos, é crescer em amizades, em novas ideias, em iniciativas muito legais, algo que sempre quis e desejei, porque eu realmente me sentia uma corredora solitária aqui em Aracaju. Acho que ninguém tem ideia do quanto isso está me fazendo feliz!

Outra novidade é que, ao que parece e tudo indica, nosso calendário de provas também  vai aumentar... alegria dobrada! Mais provas no meu estado e na minha cidade e menos gastos com viagens à Salvador pra correr (amigos soteropolitanos, não vos abandonarei,  jamais!).

Equipe Corredores de Aracaju: Ben Ayres, eu, Marcelo e Tony,
 minha equipe querida!

Mas vamos ao foco desse post: quero falar sobre uma nova prova que tivemos aqui em Aracaju, numa dinâmica completamente diferente pra mim, nos meus quase cinco anos como corredora: a Meia Maratona de Revezamento do Colégio do Salvador, realizada no último domingo,  dia 01.02.2015.  Foi assim: grupos de quatro atletas, cada um percorrendo 5,25 km do percurso. Aliás, o mesmo percurso, em regime de bate e volta. Novidade total! Outra novidade foi o próprio percurso, acho que nunca houve uma prova anterior nele, mesmo porque a via é novinha em folha. Gostei muito! Nota 10 pro empreendedorismo da Zona Alvo, a empresa que organizou a prova e que faz provas sempre nota dez aqui em Aracaju. 

Antônio Alves, meu colega de trabalho e super corredor.

Marcelo, uma das grandes amizades que a corrida me deu!
Fazer equipe com mais dois colegas corredores, Ben Ayres e Tony,  biólogos que nem eu, teve seu charme pra mim, além de contar com meu querido amigo Marcelo, que divide a administração do grupo no face comigo, além dos treinos, fora que o homem é um Jornal Nacional das corridas daqui, sabe informar tudo! O horário da largada foi bom, sete horas, mas não podemos esquecer que era uma Meia Maratona e estava muito calor ... é muito diferente correr 21 km no sol, de começar a correr às 8:30 da manhã pra fechar um revezamento. Aliás, revezamento tem uma dinâmica ímpar. Não dá pra gente ir no ritmo que queremos, pois a equipe depende do nosso desempenho. Sozinhos podemos parar, caminhar, diminuir o ritmo, mas no revezamento, o foco e concentração são totais. Foi isso que tentei fazer. 

Andrezza, dessa não sou só fã, sou amiga e irmã,
 arrasa nas pistas! 
Eu fui a primeira do meu grupo a percorrer os 5,25 km. Logo no primeiro quilômetro subimos uma ponte (gente, não sei o nome da ponte!). Eu, que pequei por não ter ido treinar no percurso da prova, achei que foi bem facinha de subir (vale dizer que treino na ponte da Barra dos Coqueiros de vez em quando, bem mais íngreme e com muito vento), então foi bem tranquilo. O que achei chato foi o primeiro ponto de hidratação ter sido colocado no km 1, achei muito precoce, poderia ter sido no km 2.  Não bebi água nesse ponto, acreditando que teria um no km 3. Com o calor que fez, fiquei sedenta, até o próximo ponto, que foi no km 4 (o mesmo ponto do km 1, mas voltando). 

Mantive o ritmo abaixo dos 6 min/km, pois queria entregar a prova pro meu colega na faixa dos 30 min e consegui! Ponto positivo pro carro-pipa,  acho que uns 700 m antes da chegada, uma delícia! 
Na sequência, foi a vez de Marcelo, Ben e Tony, que bravamente correu sob o sol de quase nove da manhã. 

Resultado: nossa equipe fechou o tempo em pouco mais de duas horas e seis minutos,  encontrei muitos amigos que só vejo em provas e mais novos amigos que estão chegando no grupo Corredores de Aracaju.  O saldo da prova foi super positivo: um astral maravilhoso, muita alegria, estrutura impecável na entrega dos lanches e das medalhas, largada organizada, percurso de acordo com a proposta da prova e com kit de qualidade, essa corrida, em comemoração aos 80 anos do Colégio do Salvador, acredito que tenha a torcida pra ficar no nosso calendário, mesmo tendo sido uma prova comemorativa de uma data em especial. Foi um formato que agradou muito a quem ainda não corre longas distâncias e que ao mesmo tempo exigiu superação dos corredores, tenho certeza que muita gente melhorou seu desempenho com ela. Parabéns ao Colégio do Salvador pelo pioneirismo e à Zona Alvo pela organização do evento, o nome de vocês é certeza de qualidade numa prova de corrida de rua.

Em tempo: soube por amigos que alguns corredores não se sentiram bem, especialmente os últimos do revezamento, acredito que devido ao sol forte que veio depois de uma chuva breve, o mormaço foi forte, o horário que, como eu disse, pra começar e ainda mais no pique de 5 km de revezamento, exigiram um bom condicionamento e experiência nesse tipo de prova. Corrida não é brincadeira, é aprender a reconhecer os sinais do corpo e os nossos próprios limites!

No próximo final de semana teremos a Corrida de Pirambu, cidade localizada a 60 km de Aracaju, prova gratuita. Aguardem!

Pra quem quiser visitar nosso grupo no Facebook: https://www.facebook.com/groups/272807806090251/


A galera do manto coral! 

Joseneide, Marcelo e Duce, as lindinhas do grupo de corrida
 Pé no Chão, a galera que voa!


Amizade do Face e do Whatsapp se tornando real!

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Vamos à Volta!

Olá amigos!

Estou aqui sentada pensando na forma mais fiel de relatar para vocês a minha primeira experiência na Volta Internacional da Pampulha, na sua XVI edição. Desde 2012 que tentava participar e sempre tinha um empecilho, mas dessa vez foi! E foi bom DE-MAIS!

Todo  ano eu estabeleço como meta fazer duas provas de expressão nacional e em 2014 as eleitas foram a W21Asics, em São Paulo, e a Volta Internacional da Pampulha, em Belo Horizonte. Eu nunca tinha ido à Minas, então casou a fome com a vontade de comer, pois viajar pra correr é juntar duas paixões da minha vida. 

Melhor ainda quando nessas empreitadas eu posso contar com a companhia da minha amiga-irmã Ivone Teixeira, que mesmo lesionada e sem poder fazer longas distâncias (o lema dela agora é " só corro 5 km), topa todas comigo e a gente se diverte um bocado! Dessa vez tive o prazer de conhecer, por intermédio de Ivone, as queridíssimas irmãs Lage: Luciana e Flávia. Como é que eu posso descrever a forma como essas duas lindas nos acolheram? Não tenho palavras! Não só elas, toda a família, lindos, gentis, atenciosos e como boas mineiras, cozinham MUITO bem, rsrsrsrsrs. Estoque de pão de queijo renovados no melhor estilo mineiro!
Lu, eu, Fla e Ivone, amigas maravilhosas!

Nonô Xavier, um exemplo de vida!
Véspera de prova, no sábado, tivemos um almoço festivo, como é mesmo o nome do macarrão? Macarrão dos corredores? Eita encontro bom! Primeira grande felicidade: conhecer o meu guru, minha fonte de inspiração pra correr a vida toda,  o indescritível Nonô Xavier, nos seus 79 anos de vitalidade e alegria de menino. Que pessoa incrível! Nonô, eu espero que você leia meu texto, porque não estou exagerando nem um pouquinho. Já disse no Face, minha viagem valeu só por tê-lo encontrado, e conhecido também a linda Verinha, uma boneca, sua esposa e também corredora, das boas!  Eu acho que todo corredor deveria ter a obrigação de conhecer o Nonô, é sério! 
Correr é confraternizar!

Essa tem gosto de pão-de-queijo!



Hã? Tá chegando???
Vamos à prova: Marcada para as 07:30 h, chegamos por volta das 07:00, eu , Ivone, Luciana e Flávia. Fomos direto pra tenda da R5, procurar o Flávio Loureiro, do grupo Viciados em Corridas de Rua, pessoa linda! Ele e Steliane, muito bom conhecê-los, comprei minha sainha dos Viciados que eu tinha planejado usar nessa prova e deu tudo certo.  Muito bom papo, fotos, registros, e fomos pra largada. 

Flávio Loureiro, que administra o grupo Viciados em Corridas de Rua,
30 mil seguidores!
Adoro provas grandes, é muita zoeira, barulho, gente-gente-gente de todos os tipos e sotaques, alegria, e lá fomos! Mais de 15 minutos pra passar pelo pórtico (como aquela música da Globo enche o saco!), Lu e Ivone decidiram correr/caminhar juntas, eu e Flavinha chegamos à conclusão que temos paces parecidos, então largamos juntas.

O tempo estava nublado, muito gostoso pra correr. É gente demais, a rua no entorno da lagoa tem duas pistas, então em alguns trechos não dava pra fazer muita folia, mas no geral, pra quem quisesse, acho que dava pra desenvolver um pace bom. A lagoa engana bem nas suas reentrâncias, mas o trajeto é quase 100% plano, nunca corri 18 km de forma tão tranquila! Foi uma prova maravilhosa!

Tive o privilégio de correr todo o percurso com Flavinha descrevendo pra mim toda a história da Lagoa e os principais pontos do percurso, com direito a muita risada com a torcida do Galoooooooo! Quando a gente gritava ao passar pelos torcedores,  então nessa prova eu fui Galo desde criancinha, rsrsrsrsrsrsr. 

Salve Jorge!
Hidratação ok, Distribuição de Gatorade em dois pontos da prova e no final, enfim, uma grande confraternização entre os corredores. E pra terminar, outra grande e maravilhosa surpresa foi encontrar o querido Jorge Ultramaratonista,  eita coisa boa! Jorge é outro que não existe de tão gente boa! O mais engraçado é que essa galera que encontrei é do Rio e não consegui marcar nada com eles na Meia do Rio ano passado. Tudo a seu tempo! 

Alegria!
O que ficou da Pampulha? Uma ótima recordação, recomendo demais essa prova pra quem quer fazer distâncias maiores do que 5 e 10 km, é uma bela porta de entrada para uma Meia Maratona.  O povo mineiro é muito acolhedor e simpático, certamente fiz amigos que quero guardar pra vida toda!  Já deu vontade de voltar ano que vem, vamos?
Pertinho da chegada, muito felizes, eu e Fla.

domingo, 16 de novembro de 2014

O micro e o macro

Correr no calçadão com direito à medalha foi um treino de luxo!

Oi amigos!

Vou reunir numa mesma postagem a impressão que tive sobre dois eventos. O primeiro deles foi a Caminhada e Corrida TRT20, organizada pelo Tribunal Regional do Trabalho e o segundo foi a Volta de Aracaju, na sua sexta edição, prova organizada pela TV Sergipe, filial da Rede Globo.

A Caminhada do TRT quase não teve divulgação, acho que propositalmente os organizadores não queriam um grande público, fiquei sabendo por uma postagem em um grupo de corridas no Facebook, uns três dias antes do evento. Taxa zero, foi só entrar no site e me inscrever. Vale ressaltar que a Caminhada fez parte de um programa específico do TRT pra estimular a prática esportiva e a saúde. 

Foram 180 inscritos, mas acredito que nem todos compareceram. Corremos  do Parque dos Cajueiros, pelo Calçadão da Av. Beira Mar, até a ponte de acesso ao Bairro Coroa do Meio, num percurso ida e volta com um ponto de hidratação. O legal foi o drone filmando a largada, muito divertido e o esmero da organização com o lanche pós-prova, muito farto e diversificado. Os atletas ganharam camisetas e medalhas finisher. Saldo completamente positivo! Uma atmosfera muito boa entre os corredores e eu tive o prazer de conhecer o amigo Marcelo Oliveira, que de virtual passou a ser real, gente boníssima!

Já ia esquecendo! A prova não fechou em exatamente 5 km, meu GPS marcou 4,5 então corri mais 500 m pra fechar (tenho TOC de quilometragem quebrada, rs). Fechei em pouco mais de 29 min, muito feliz com o resultado!

Eu e o amigo Marcelo, curtindo nossa medalhinha depois de um super lanche.
A Volta de Aracaju, segunda prova que fiz esses mês, é uma corrida badalada aqui, muita gente espera o ano todo por essa prova que nesta edição reuniu cerca de 1800 pessoas, entre corredores de 5 e 10 km, com premiação também para portadores de necessidades especiais. Do ano passado pra cá, a prova aumentou o valor da inscrição e mais nada diferente. O kit foi sofrível, todo o material foi nitidamente reaproveitado da Corrida do SESI, a camiseta então... enfim, nenhuma novidade do ano passado pra cá, mais do mesmo. 

Corrida atrelada à rede de televisão tem o enorme inconveniente do horário: a largada dos 10 km foi às 08:00 h e a dos 5 km às 08:20 h. Absurdo total, especialmente pelo calor que tem feito esses dias em Aracaju, foi bem penoso, muitos corredores dos 5 km se queixaram da água quente nos postos de hidratação. O ponto positivo foi o carro-pipa colocado por volta do km 7, deu uma refrescada maravilhosa! Reduzi o pace e aproveitei um pouco a chuvinha artificial. 

Então, superando o calor e a gripe que apareceu ontem, terminei a prova com meu melhor pace no último quilômetro. A desagradável surpresa foi enfrentar uma fila (que se dividiu em quatro enormes) pra receber o kit pós prova. Nunca agradeci tanto pelo meu flipbelt, porque mais uma vez a fila no guarda-volumes foi absurda, soube por amigos que até a Polícia foi chamada por causa do tumulto formado. 

Enfim... dou nota 10 para o público que foi para as ruas prestigiar os corredores, para a medalha, muito bonita mas... ainda falta muito pra essa corrida ser top de linha. Tive o prazer de conhecer muitos corredores nessa prova, de ter tido a honra de tirar a foto com " Seu" Fiel,  mestre pra todos nós corredores de Sergipe e de ter encontrado amigos do grupo Corredores de Aracaju do Facebook, foi muito legal mesmo, espero vê-los sempre!
Olha o Seu Fiel aí gente! Muito feliz por essa foto!
Novos amigos! A querida Juliana que dá sempre feedback no blog com Magno, seu namorado.
 Acho massa casal que corre juntos!

A querida Lívia da Zona Alvo, a alegria e simpatia em pessoa e meu amigo Marcelo.

Agora é continuar nos treinos, me preparar pra Corrida da Avosas e ficar focada na Volta da Pampulha, que só de pensar tá me dando frio na barriga!

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Circuito da Longevidade - Etapa Salvador

A sempre querida e deliciosa medalha.

Domingo bom é domingo de corrida! 

Correr em dia de Finados, estranho! E assim foi. 

O Circuito da Longevidade, promovido pelo Bradesco, é super concorrido. Precinho muito em conta ( vinte reais pra correr os 6 km e dez reais pra caminhada de 3), é a oportunidade que muito corredor espera pra poder levar a família pro "nosso mundo". É uma delícia ver tanta criança correndo e pinotando ao lado dos pais e pra mim , pessoalmente, é a oportunidade de estar com Maurício em uma prova, mesmo caminhando, depois que ele lesionou a lombar e parou de correr.
Prepara!

Minha logística não é nada fácil pra correr em Salvador,  partimos de Aracaju no sábado pela manhã e voltamos no domingo no início da noite. Percorrer 600 km pra correr 6? Lógica estranha, é bem verdade,
mas corrida não é só quilometragem. Já fiz bons amigos nesses anos de rodagem e as provas pra mim tornaram-se verdadeiros pontos de encontro, é realmente muito legal.

A grande corredora e amiga Dart, menina voadora!
Tininha! Fazia tempo que a gente não se encontrava, fiquei tão feliz de te ver de novo!

Participei de todas as edições desse Circuito em Salvador e a organização é sempre impecável. Largada pontual, eu e Ivone chegamos faltando uns cinco minutos e que surpresa! Os corredores estavam divididos em baias pelo pace médio (não me lembro de me terem solicitado essa informação na inscrição), com fitinha e tudo separando o povo. Chegamos em cima da hora, o jeito foi largar na turma do fundão. 

Tinha chovido, largada às oito da manhã, o sol estava tinindo, o que deu essa combinação? Umidade nas alturas, a sensação era de cozinhar. Acelerei nos três primeiros quilômetros porque percebi que o calor ia me fazer diminuir, foi batata: do quarto ao sexto quilômetro o calor pegou mesmo, diminui, mas fiquei satisfeita com o pace médio de 6:17. 

Depois da corrida acompanhei Mau Mau na caminhada, aí São Pedro resolveu aliviar e o céu estava quase nublado, bem gostoso pra uma caminhada mesmo, dando muita risada e com muito trololó nosso. Delícia encontrar os amigos queridos que fazia tempo que não via! 

Nota dez pra prova, menos pra aquele isotônico HORRÍVEL  que foi dado na entrega, eita que gosto de sabão!  Tentei decorar o email do fabricante pra mandar um recado pra eles: melhorem que tá muito ruim!  Kkkkkkk! 


Longa vida ao circuito da Longevidade!
Foto mais do que apaixonante, click do meu amigo Edson Magoolin, super fera!

A querida Cassinha do Blog da Cássia, eu, (até que enfim encontrei Darlene!), Ivone e Mayra, na caminhada pós corrida.




segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Circuito das Estações - Etapa Primavera

Pra todo corredor, domingo bom é aquele que tem prova, então por si só esse domingo que passou, 21 de setembro, já tinha tudo pra ser especial: corrida em Salvador, circuito tradicionalíssimo, rever amigos, dar risadas e ter a maravilhosa sensação de dever cumprido.  

O que tornou meu domingo ainda mais especial foi  ter ido à Salvador na companhia de uma antiga-nova-amiga, a querida Silvinha. Eu explico: fomos colegas de colégio, mas não da mesma galera. Com as maravilhas da internet, conseguimos reunir boa parte da nossa turma e num desses grandes mistérios da vida, agora somos amigas-amigonas, eita pessoa divertida! Não é qualquer amigo que acorda às cinco e meia da manhã num domingo, ainda mais quando está passeando pela cidade, pra nos acompanhar numa corrida e ficar só assistindo. Shooow! Como dizem, amigos, tenho os melhores!

Só um adendo: ontem, antes de chegar à Salvador, paramos no Shopping Outlet que fica na Estrada da Côco e dentre as lojas do lugar, tem o outlet da Nike, da Asics, da Oakley e vai abrir o da Adidas. Fuçando, fuçando dá pra levar algumas peças em conta, na Nike tinha peças com 40% de desconto e na Oakley achei peças femininas de bastante qualidade com preços bons (o shortinho da corrida foi da Oakley, amei!). #ficaadica

Eu e a lindona Silvinha.

Mas vamos à prova: Pela primeira vez cheguei antes das sete da manhã (a prova começou às sete e meia). Deu até pra estacionar perto da largada hahaha! Logicamente mediante a módica quantia de dez reais para um guardador (paciência...). Cheguei cedo, sem kit, porque desde a etapa anterior juntamos uma galera pra comprar no combo cinco pelo preço de quatro, pra diminuir um pouco o valor da inscrição. Tá sendo massa porque eu só conhecia Ivone dessa galera e agora tenho mais três amigos corredores-gente-boa (multiplica Senhor!).  Então Dona Ivone estava com meu kit fiquei à espera dela. 

Novos amigos, novos corredores (e ligeiros!). 
Tudo pronto, vamos largar! Irritante nessa circuito é o povo que desce pra largada e não arreda pé da entrada nas ondas de tempo: descem pra rua e ficam empatando quem vem atrás, daí fica aquele monte de gente que só consegue ir pra rua depois da largada já feita. Eu que sou bocona, grito, peço pra o povo ir um pouco mais pra trás porque ainda tem muita gente pra descer, mas ... bem, infelizmente ser corredor nem sempre significa ser solidário ou educado, enfim. 

Inscrita nos 10 km, vamos de 10 km ( jurei nunca mais me inscrever pra 10 e só fazer 5, por pura preguiça). Curiosamente achei que teve menos caminhantes nessa etapa, aleluia! 
Fiz um ritmo bem bom até os 5 km, tranquilo. Não gosto muito do intervalo entre o quinto e o sétimo, tem uma subidinha enjoada perto do Clube do Bahia que, deve ser psicológico, me cansa bastante. Fora que eu tive uns probleminhas de ordem pessoal um pouco antes da corrida que nunca tinha tido antes (as amigas sabem do que estou falando! HA HA HA!). Mas deu pra segurar a onda e ir em frente. 

Depois dos 19 graus em São Paulo na última prova, pegar uns 30 ontem foi dureza... aliás, teve uma miscelânea de sensações: primeiro o céu estava parcialmente encoberto, depois não tinha vento, em seguida fez um calor de lascar o cucuruto, e na hora de ir embora caiu uma chuvinha. Senti bastante o calor, não consegui manter o ritmo que vinha mantendo nos 5 km iniciais, mas fiz uma boa prova diante das minhas expectativas e o nono lugar na minha categoria me deixou feliz!. 

Vou fechar minhas idas à Salvador, pra correr, com a Track&Field Shopping Barra e com a etapa do Verão do Circuito das Estações.  Como disse um amigo corredor-blogueiro, está chegando a sensação do ano de corridas se acabando, pelo menos pra mim. 
Mas ainda tem muita coisa pela frente, sebo nas canelas!
Medalhinha linda! na companhia da amiga-irmã Ivone Teixeira.

Como diz uma amiga, fazendo cara de bonita, rs. 

Strike a pose!

domingo, 14 de setembro de 2014

Nada fácil organizar o calendário!

Hoje não vou postar sobre nenhuma corrida.

Domingo à noite, estou aqui no computador pelejando com minha planilha de provas. É assim: eu fiz uma planilha no Excel com os meses do ano, então eu vou organizando as provas que quero participar, tentando cumprir a meta de duas provas por mês, com pelo menos uma Meia Maratona em cada semestre. 

Ano passado deu pra cumprir quase que perfeitamente, mas esse ano tá osso! Janeiro e fevereiro são meses difíceis, pouquíssimas provas aqui pelas minhas bandas e pra viajar, nem pensar, passagens custando os olhos da cara.


Esse ano ainda teve a Copa, então nada de provas no mês de junho, a não ser no comecinho que teve a Meia Maratona da Bahia, que aliás foi no dia do meu aniversário e eu fiquei muito feliz. 

Não é nada fácil... minha logística de participação em provas teve que mudar toda: primeiro meu noivo está trabalhando aqui, então ele fica em Aracaju nos finais de semana. Só pra esclarecer que ele trabalhava e morava em Salvador apenas e agora divide o tempo entre Aracaju-Salvador. Ou seja, provas em Salvador ficou bem mais complicado de participar. 

Segundo, eu estou aprendendo a tocar baixo ... aí quase todo final de semana tem ensaio e quando eu digo: "não posso ir porque vou correr" é tanto bico torto... risos. 

Não gosto de ficar sem provas. Gosto das medalhas, gosto de ver os amigos, de ver o povo nas ruas e fico muito enciumada quando vejo fotos de provas que eu queria ter ido e não fui. Pronto. desabafei. Esse ano o calendário de provas cresceu bastante, muito mais provas do que ano passado, muito mais provas que bombam no Sul vindo aqui pro Nordeste e conciliar família, trabalho, viagens e corridas é um verdadeiro malabarismo!  Quero saber como os amigos se viram, me conte aí!



segunda-feira, 8 de setembro de 2014

"Homens, saiam do meio das mulheres!"


"Homens, saiam do meio das mulheres!"

Desde ontem dou risada quando me lembro da voz no microfone, feminina, gritando para que os homens presentes na Cidade Universitária da USP deixassem o percurso livre pra mulherada passar. Sete horas da manhã de um domingo ensolarado, mesmo com 19 graus médios de temperatura. Largada da W21K Asics, a primeira Meia Maratona exclusivamente feminina da America Latina, pouco mais de 1500 mulheres inscritas, uma profusão de rosa, com toques de amarelo, verde, azul, colorido ... mas a cor predominante foi  rosa. 

O dia começou cedo, quatro e meia da manhã, acordei pilhada, eufórica, ansiosa, alerta: É hoje! E foi mesmo o dia. Arrastei comigo meu primo paulista que acordou de madrugada num domingo, minha prima que fez um super café da manhã (lembram do meu post sobre os anjos?), junto com meu querido Mau Mau (mais dormindo do que acordado) e lá fomos nós. Eu não sei vocês, mas eu amo correr na faixa dos 15-18 graus. Correr com ar condicionado! Pra gente aqui do nordeste que pega 30 graus com umidade lá em cima, nossa, é surreal.  Já na USP, muita gente indo pra largada, tanta gente desejando bom dia, impossível não ficar alegre já de cara. 

A única pessoa que eu conheço e sabia que estaria na prova era a querida amiga Terezinha Amorim, tão apaixonada por corridas quanto eu e que também adora uma provinha fora do feijão-com-arroz tradicional. Lá fui eu procurar a maluca das polainas verde-limão ... e não é que foi mais fácil que encontrá-la em Salvador? Tê já estava lá, toda entretida e rodeada de novas amigas! Pois é, homens, que dizem que mulher é tudo desunida, nota dez pra simpatia da mulherada da prova, acho que se não tivesse corrida ia rolar um tricô de corredoras, no estilo, rs.  


Então vamos lá, fotos, fotos, troca de Facebook, de onde você é, boa prova pra todo mundo e é hora da largada. Maurício disse que nunca ouviu tanta mulher gritando junto (risos). Gritos eufóricos, balões coloridos ao ar, música eletrônica e sebo nas canelas!  O percurso foi quase todo plano, tivemos uma descida-subida na saída de um pequeno túnel (e tome gritaria e animação), todo mundo quase que num pelotão único durante boa parte da prova. A baixa temperatura ajuda e muito a manter o ritmo!  Hidratação perfeita, praticamente a cada 2 km, seguidos de um posto de Gatorade (por que esse bendito Gatorade em saquinho não chega às provas do Nordeste?). Se tem uma coisa que aprendi na Meia Maratona do Rio no ano passado foi a maneirar na hidratação... então não parei em todos os postos, o que foi a decisão mais certa que tomei. 
Inaugurando equipamento novo: O Flipbelt, super aprovado!


Inesquecível!


 De repente já se tinham passado 10 km... eu inteira, respiração ok, musculatura ok, animação a mil, metal nos ouvidos, tudo lindo, lindo, lindo! Mas espera: eu tinha me esquecido dos sachês de gel... momento pavor total, km 13, sem gel, maior medo de perder o pique, já ia partir pro desespero e sair implorando pras coleguinhas,  quando surgiu uma criatura abençoada da organização distribuindo os benditos!  E a gente acha que o que tá perfeito não pode ser melhorado! A mocinha do gel estará eternamente nas minhas orações.

Vamos adiante: percurso sinuoso, muitas indas e vindas, subimos uma ponte sobre o Rio Pinheiros, momento de muita emoção pra mim, pois em 2012 eu participei da Meia Maratona da Corpore, apenas nos 5 km, nesse mesmo percurso.   Ao passar pela ponte, na direção da estação de trem, veio aquela multidão de corredores e eu fiquei extasiada, boquiaberta... eram os da Meia Maratona , e eu me lembro de ter pensado: "Meu Deus, será que um dia eu estarei aqui junto com eles?".  Bom demais, só quem corre sabe o que senti.  

Pra lembrar a Bahia, uma banda tocando samba reggae no percurso, muito legal. Uma coisa pra se pensar em fazer: baldes com esponjas, parecidas com aquelas grandonas de lavar carro, cheios de água, pra quem quisesse dar uma super refrescada. Que ideia simples mas perfeita! Fica a dica!  No km 15 comecei a sentir assaduras (coisa que não me acontecia desde ... nem lembro!), dói, incomoda, atrapalha e fere. Mas faltavam só 6 km, o tempo estava bem abaixo do que eu esperava, então isso era o de menos! Curva depois dos 16... e uma ladeira, daquelas que não são íngremes, mas são longas, acho que mais de 500 m...hã? Ahhhhh! Lembro da placa que dizia: "se não puder correr, ande, mas não pare!", do staff gritando: "vamos meninas, falta pouco!  Faltava mesmo pouco, é o ponto em que eu começo a contar a quilometragem do zero: vamos de novo, começando, 1, 2, 3 ... pra mim funciona bastante. Ah sim, as assaduras: quase no km 18 dei de cara com uma tenda da marca PinkCheeks, pra quem não conhece, especializada em cosméticos pra esporte. Mais gente para as minhas orações, eles tem um spray maravilhoso pra assaduras! Recomendo um milhão de vezes! 
A esponja com água pra refrescar.

Os sachês salvadores!

Amando muito essa foto!

Eu no stand da Pinkcheeks (@pinkcheeksbrasil) cuidando das assaduras.

Depois dos problemas sanados, um tiquinho de dor nos pés e de repente, eu nem sei de onde veio, uma energia (deve ter sido do gel ou o barato da endorfina, hehehehe), eu aumentei o ritmo lá no km 20, uhuuuuuuu! Que bom que estava terminando, mas que ruim que estava terminando! Ainda tinha muita coisa legal pra acontecer: final da prova dentro da pista de atletismo! Dá pra saber qual foi a sensação: sprint total nos últimos 100 m, me senti mesmo a atleta olímpica que nunca sonhei em ser, show demais.

Dessa vez não chorei (sempre choro na chegada das Meias). Só me encantei, só curti, só me orgulhei de mim mesma, de ter batido meu RP depois de duas semanas de uma crise de bronquite que me fez tomar antibiótico e ficar fraca, que só me permitiu dois treinos curtos de 5 e 8 km. 
Eu e a amiga Terezinha, curtindo nossas merecidas medalhinhas.
Corrida é algo  realmente surpreendente, não tem fórmula. Eu não sei o que me fez melhorar, se foi a temperatura, se foi o tênis que usei (notal mil pro Nike Fusion) ou até a TPM que sempre me ajuda a correr melhor, só sei que foi a melhor prova da minha vida!