segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Circuito das Estações - Etapa Primavera

Pra todo corredor, domingo bom é aquele que tem prova, então por si só esse domingo que passou, 21 de setembro, já tinha tudo pra ser especial: corrida em Salvador, circuito tradicionalíssimo, rever amigos, dar risadas e ter a maravilhosa sensação de dever cumprido.  

O que tornou meu domingo ainda mais especial foi  ter ido à Salvador na companhia de uma antiga-nova-amiga, a querida Silvinha. Eu explico: fomos colegas de colégio, mas não da mesma galera. Com as maravilhas da internet, conseguimos reunir boa parte da nossa turma e num desses grandes mistérios da vida, agora somos amigas-amigonas, eita pessoa divertida! Não é qualquer amigo que acorda às cinco e meia da manhã num domingo, ainda mais quando está passeando pela cidade, pra nos acompanhar numa corrida e ficar só assistindo. Shooow! Como dizem, amigos, tenho os melhores!

Só um adendo: ontem, antes de chegar à Salvador, paramos no Shopping Outlet que fica na Estrada da Côco e dentre as lojas do lugar, tem o outlet da Nike, da Asics, da Oakley e vai abrir o da Adidas. Fuçando, fuçando dá pra levar algumas peças em conta, na Nike tinha peças com 40% de desconto e na Oakley achei peças femininas de bastante qualidade com preços bons (o shortinho da corrida foi da Oakley, amei!). #ficaadica

Eu e a lindona Silvinha.

Mas vamos à prova: Pela primeira vez cheguei antes das sete da manhã (a prova começou às sete e meia). Deu até pra estacionar perto da largada hahaha! Logicamente mediante a módica quantia de dez reais para um guardador (paciência...). Cheguei cedo, sem kit, porque desde a etapa anterior juntamos uma galera pra comprar no combo cinco pelo preço de quatro, pra diminuir um pouco o valor da inscrição. Tá sendo massa porque eu só conhecia Ivone dessa galera e agora tenho mais três amigos corredores-gente-boa (multiplica Senhor!).  Então Dona Ivone estava com meu kit fiquei à espera dela. 

Novos amigos, novos corredores (e ligeiros!). 
Tudo pronto, vamos largar! Irritante nessa circuito é o povo que desce pra largada e não arreda pé da entrada nas ondas de tempo: descem pra rua e ficam empatando quem vem atrás, daí fica aquele monte de gente que só consegue ir pra rua depois da largada já feita. Eu que sou bocona, grito, peço pra o povo ir um pouco mais pra trás porque ainda tem muita gente pra descer, mas ... bem, infelizmente ser corredor nem sempre significa ser solidário ou educado, enfim. 

Inscrita nos 10 km, vamos de 10 km ( jurei nunca mais me inscrever pra 10 e só fazer 5, por pura preguiça). Curiosamente achei que teve menos caminhantes nessa etapa, aleluia! 
Fiz um ritmo bem bom até os 5 km, tranquilo. Não gosto muito do intervalo entre o quinto e o sétimo, tem uma subidinha enjoada perto do Clube do Bahia que, deve ser psicológico, me cansa bastante. Fora que eu tive uns probleminhas de ordem pessoal um pouco antes da corrida que nunca tinha tido antes (as amigas sabem do que estou falando! HA HA HA!). Mas deu pra segurar a onda e ir em frente. 

Depois dos 19 graus em São Paulo na última prova, pegar uns 30 ontem foi dureza... aliás, teve uma miscelânea de sensações: primeiro o céu estava parcialmente encoberto, depois não tinha vento, em seguida fez um calor de lascar o cucuruto, e na hora de ir embora caiu uma chuvinha. Senti bastante o calor, não consegui manter o ritmo que vinha mantendo nos 5 km iniciais, mas fiz uma boa prova diante das minhas expectativas e o nono lugar na minha categoria me deixou feliz!. 

Vou fechar minhas idas à Salvador, pra correr, com a Track&Field Shopping Barra e com a etapa do Verão do Circuito das Estações.  Como disse um amigo corredor-blogueiro, está chegando a sensação do ano de corridas se acabando, pelo menos pra mim. 
Mas ainda tem muita coisa pela frente, sebo nas canelas!
Medalhinha linda! na companhia da amiga-irmã Ivone Teixeira.

Como diz uma amiga, fazendo cara de bonita, rs. 

Strike a pose!

domingo, 14 de setembro de 2014

Nada fácil organizar o calendário!

Hoje não vou postar sobre nenhuma corrida.

Domingo à noite, estou aqui no computador pelejando com minha planilha de provas. É assim: eu fiz uma planilha no Excel com os meses do ano, então eu vou organizando as provas que quero participar, tentando cumprir a meta de duas provas por mês, com pelo menos uma Meia Maratona em cada semestre. 

Ano passado deu pra cumprir quase que perfeitamente, mas esse ano tá osso! Janeiro e fevereiro são meses difíceis, pouquíssimas provas aqui pelas minhas bandas e pra viajar, nem pensar, passagens custando os olhos da cara.


Esse ano ainda teve a Copa, então nada de provas no mês de junho, a não ser no comecinho que teve a Meia Maratona da Bahia, que aliás foi no dia do meu aniversário e eu fiquei muito feliz. 

Não é nada fácil... minha logística de participação em provas teve que mudar toda: primeiro meu noivo está trabalhando aqui, então ele fica em Aracaju nos finais de semana. Só pra esclarecer que ele trabalhava e morava em Salvador apenas e agora divide o tempo entre Aracaju-Salvador. Ou seja, provas em Salvador ficou bem mais complicado de participar. 

Segundo, eu estou aprendendo a tocar baixo ... aí quase todo final de semana tem ensaio e quando eu digo: "não posso ir porque vou correr" é tanto bico torto... risos. 

Não gosto de ficar sem provas. Gosto das medalhas, gosto de ver os amigos, de ver o povo nas ruas e fico muito enciumada quando vejo fotos de provas que eu queria ter ido e não fui. Pronto. desabafei. Esse ano o calendário de provas cresceu bastante, muito mais provas do que ano passado, muito mais provas que bombam no Sul vindo aqui pro Nordeste e conciliar família, trabalho, viagens e corridas é um verdadeiro malabarismo!  Quero saber como os amigos se viram, me conte aí!



segunda-feira, 8 de setembro de 2014

"Homens, saiam do meio das mulheres!"


"Homens, saiam do meio das mulheres!"

Desde ontem dou risada quando me lembro da voz no microfone, feminina, gritando para que os homens presentes na Cidade Universitária da USP deixassem o percurso livre pra mulherada passar. Sete horas da manhã de um domingo ensolarado, mesmo com 19 graus médios de temperatura. Largada da W21K Asics, a primeira Meia Maratona exclusivamente feminina da America Latina, pouco mais de 1500 mulheres inscritas, uma profusão de rosa, com toques de amarelo, verde, azul, colorido ... mas a cor predominante foi  rosa. 

O dia começou cedo, quatro e meia da manhã, acordei pilhada, eufórica, ansiosa, alerta: É hoje! E foi mesmo o dia. Arrastei comigo meu primo paulista que acordou de madrugada num domingo, minha prima que fez um super café da manhã (lembram do meu post sobre os anjos?), junto com meu querido Mau Mau (mais dormindo do que acordado) e lá fomos nós. Eu não sei vocês, mas eu amo correr na faixa dos 15-18 graus. Correr com ar condicionado! Pra gente aqui do nordeste que pega 30 graus com umidade lá em cima, nossa, é surreal.  Já na USP, muita gente indo pra largada, tanta gente desejando bom dia, impossível não ficar alegre já de cara. 

A única pessoa que eu conheço e sabia que estaria na prova era a querida amiga Terezinha Amorim, tão apaixonada por corridas quanto eu e que também adora uma provinha fora do feijão-com-arroz tradicional. Lá fui eu procurar a maluca das polainas verde-limão ... e não é que foi mais fácil que encontrá-la em Salvador? Tê já estava lá, toda entretida e rodeada de novas amigas! Pois é, homens, que dizem que mulher é tudo desunida, nota dez pra simpatia da mulherada da prova, acho que se não tivesse corrida ia rolar um tricô de corredoras, no estilo, rs.  


Então vamos lá, fotos, fotos, troca de Facebook, de onde você é, boa prova pra todo mundo e é hora da largada. Maurício disse que nunca ouviu tanta mulher gritando junto (risos). Gritos eufóricos, balões coloridos ao ar, música eletrônica e sebo nas canelas!  O percurso foi quase todo plano, tivemos uma descida-subida na saída de um pequeno túnel (e tome gritaria e animação), todo mundo quase que num pelotão único durante boa parte da prova. A baixa temperatura ajuda e muito a manter o ritmo!  Hidratação perfeita, praticamente a cada 2 km, seguidos de um posto de Gatorade (por que esse bendito Gatorade em saquinho não chega às provas do Nordeste?). Se tem uma coisa que aprendi na Meia Maratona do Rio no ano passado foi a maneirar na hidratação... então não parei em todos os postos, o que foi a decisão mais certa que tomei. 
Inaugurando equipamento novo: O Flipbelt, super aprovado!


Inesquecível!


 De repente já se tinham passado 10 km... eu inteira, respiração ok, musculatura ok, animação a mil, metal nos ouvidos, tudo lindo, lindo, lindo! Mas espera: eu tinha me esquecido dos sachês de gel... momento pavor total, km 13, sem gel, maior medo de perder o pique, já ia partir pro desespero e sair implorando pras coleguinhas,  quando surgiu uma criatura abençoada da organização distribuindo os benditos!  E a gente acha que o que tá perfeito não pode ser melhorado! A mocinha do gel estará eternamente nas minhas orações.

Vamos adiante: percurso sinuoso, muitas indas e vindas, subimos uma ponte sobre o Rio Pinheiros, momento de muita emoção pra mim, pois em 2012 eu participei da Meia Maratona da Corpore, apenas nos 5 km, nesse mesmo percurso.   Ao passar pela ponte, na direção da estação de trem, veio aquela multidão de corredores e eu fiquei extasiada, boquiaberta... eram os da Meia Maratona , e eu me lembro de ter pensado: "Meu Deus, será que um dia eu estarei aqui junto com eles?".  Bom demais, só quem corre sabe o que senti.  

Pra lembrar a Bahia, uma banda tocando samba reggae no percurso, muito legal. Uma coisa pra se pensar em fazer: baldes com esponjas, parecidas com aquelas grandonas de lavar carro, cheios de água, pra quem quisesse dar uma super refrescada. Que ideia simples mas perfeita! Fica a dica!  No km 15 comecei a sentir assaduras (coisa que não me acontecia desde ... nem lembro!), dói, incomoda, atrapalha e fere. Mas faltavam só 6 km, o tempo estava bem abaixo do que eu esperava, então isso era o de menos! Curva depois dos 16... e uma ladeira, daquelas que não são íngremes, mas são longas, acho que mais de 500 m...hã? Ahhhhh! Lembro da placa que dizia: "se não puder correr, ande, mas não pare!", do staff gritando: "vamos meninas, falta pouco!  Faltava mesmo pouco, é o ponto em que eu começo a contar a quilometragem do zero: vamos de novo, começando, 1, 2, 3 ... pra mim funciona bastante. Ah sim, as assaduras: quase no km 18 dei de cara com uma tenda da marca PinkCheeks, pra quem não conhece, especializada em cosméticos pra esporte. Mais gente para as minhas orações, eles tem um spray maravilhoso pra assaduras! Recomendo um milhão de vezes! 
A esponja com água pra refrescar.

Os sachês salvadores!

Amando muito essa foto!

Eu no stand da Pinkcheeks (@pinkcheeksbrasil) cuidando das assaduras.

Depois dos problemas sanados, um tiquinho de dor nos pés e de repente, eu nem sei de onde veio, uma energia (deve ter sido do gel ou o barato da endorfina, hehehehe), eu aumentei o ritmo lá no km 20, uhuuuuuuu! Que bom que estava terminando, mas que ruim que estava terminando! Ainda tinha muita coisa legal pra acontecer: final da prova dentro da pista de atletismo! Dá pra saber qual foi a sensação: sprint total nos últimos 100 m, me senti mesmo a atleta olímpica que nunca sonhei em ser, show demais.

Dessa vez não chorei (sempre choro na chegada das Meias). Só me encantei, só curti, só me orgulhei de mim mesma, de ter batido meu RP depois de duas semanas de uma crise de bronquite que me fez tomar antibiótico e ficar fraca, que só me permitiu dois treinos curtos de 5 e 8 km. 
Eu e a amiga Terezinha, curtindo nossas merecidas medalhinhas.
Corrida é algo  realmente surpreendente, não tem fórmula. Eu não sei o que me fez melhorar, se foi a temperatura, se foi o tênis que usei (notal mil pro Nike Fusion) ou até a TPM que sempre me ajuda a correr melhor, só sei que foi a melhor prova da minha vida!


domingo, 17 de agosto de 2014

Circuito Qualidade Caixa e muito a se pensar

Hoje era pra ser um domingo feliz, um feliz domingo de corrida, mas não foi.
Não me lembro de em nenhum outro momento, da minha pequena vida de corredora, de ter me sentido tão estranha numa prova como foi hoje. Não tenho dúvidas de que foram os acontecimentos dessa nefasta semana de agosto, que se passou, como uma grande avalanche de coisas ruins, não comigo, diretamente, mas de uma forma que afetou tudo que eu mais gosto nessa vida: meu trabalho e meu lazer.
Não sei se disse na minha descrição ou no meu primeiro post, sou professora. Leciono Ciências em uma escola pública e em uma escola particular e nesta semana, pela primeira vez em dez anos de escola pública, senti medo. Aliás, mais do que medo: senti algo muito ruim que eu pensei estar longe, bem de perto, muito mais perto do que pensei que fosse acontecer um dia. Essa coisa muito ruim foi a violência.
Um colega, também professor de Biologia, foi alvejado, essa é a palavra, em plena sala dos professores, por um aluno. Meu Deus, um garoto de 17 anos, segundo dizem, por causa de uma prova. Três tiros, um deles atingiu a coluna e o professor corre sério risco de ficar paraplégico.
Isso foi na terça, na quarta houve aquele terrível acidente de avião em São Paulo, não vou citar detalhes porque foi exaustivamente noticiado nos meios de comunicação.
E ontem, colegas corredores foram atropelados por um irresponsável, pra não dizer coisa pior, motorista bêbado, na USP, em São Paulo.
Sou honesta em dizer, e grata a Deus por ainda me deixar afetar por essas coisas terríveis que acontecem com as outras pessoas. Qual o sentimento? A terrível sensação de  vulnerabilidade, de impotência, seguida da quase certeza de que tudo isso vai cair no esquecimento e a tão esperada justiça não virá. A sensação de que só Deus realmente nos protege e que a sociedade chegou a um nível de caos que beira o insustentável.
Não tive energia pra correr, não tive pique, nem motivação. Estava inscrita nos 10 km e terminei os cinco contando os metros pra terminar.
Terminei, peguei minha medalha, meu lanche e me sentei em um banco na beira da praia. Fiquei uns bons minutos pensando nisso tudo.
Era pra ser um domingo feliz.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Circuito das Estações - Inverno

Olá a todos!

Nessa postagem resolvi escrever especificamente sobre a prova do Circuito das Estações - Etapa Inverno, que corri em Salvador ontem, domingo, 10/08/2014. Muitos não sabem, mas eu moro em Aracaju, sendo de família de origem baiana, noivo baiano, amigos, muitos amigos baianos... então vivo lá e cá, diga-se de passagem , correndo mais lá do que cá, porque o calendário baiano de corridas deu um " up" considerável do ano passado pra cá. É tanta corrida que é preciso fazer "uni-duni-tê , o escolhido foi vo-cê", pra eu me decidir de qual prova participar.




Medalhinha querida!


Critérios? Vamos ver... os meus são bem subjetivos: como eu comecei a correr em Salvador, estabeleci uma relação  afetiva com algumas provas. Critério 2: o kit, claro, também tem que encantar, pois eu uso todas as camisetas das corridas pra musculação e treinos nas ruas, não tem desperdício não! Critério 3: as novidades, corrida nova pra mim é um estímulo. Ah sim, tem o quarto critério: o bolso. Se der eu pago, questão de opção pessoal mesmo. Outro dia fui a um restaurante, paguei cem reais na conta e fiquei pensando que daria pra correr uma prova e ter troco, rs. Tem essa, quem não passou, tenho certeza que ainda vai passar, pra quem gosta de participar das provas, vira quase uma moeda corrente, trocar muitas outras coisas pela corridas ( bye bye, sandálias e sapatos!

Então, voltando para o tema, a despeito de todas as polêmicas que envolvem esse circuito, eu gosto muito. Sempre encontro muitos amigos corredores e apesar da multidão de caminhantes (quem sabe futuros corredores!) é a prova que corro em Salvador que tem mais participantes. É lindo de se ver, muito lindo mesmo, aquele  mar de gente, com disposição e alegria pra acordar cedo num domingo, ver o mar-maravilha, fazer novos tempos e se propor novos desafios.

Depois da prova é hora de esperar os amigos e tirar fotos!
Ontem foi muito, muito massa! Já corri tantas vezes essa prova que gosto da familiaridade do percurso. Acaba virando um novo desafio, não posso usar a desculpa de que não conhecia o trajeto pra não melhorar. É um outro tipo de dinâmica: saber em qual quilômetro meu corpo rende mais, quando devo diminuir, a subida do primeiro quilômetro que no meu caso é onde defino meu ritmo de prova e guardar um gás pra subidinha dos 500 m finais... o que me arrependo é de nunca ter tomado um banho de mar depois. 

Foi um domingo de Sol, mas o vento estava fresco. Optei por fazer só 5 km, pois a gripe tá aqui ainda, tive até falta de ar em um dos treinos nessa semana, mas deu pra fazer uma prova boa, fiquei feliz com os 30 min19s registrados. Feliz por ter conseguido manter meu pace, geralmente nas provas eu me distraio muito e o ritmo oscila, oscila, fica com medo de forçar e diminuo. Ontem eu concentrei, mentalizei " endorfina, endorfina" o trajeto inteiro, sugestionei meu corpo e deu certo! Corrida é um estado mental... a gente prepara o físico nos treinos, mas nas provas acho que o que é posto à prova é realmente o preparo psicológico, a confiança no trabalho que fazemos nos treinos e muita disciplina. 
Belíssima homenagem à pintora mexicana Frida Kahlo, lindos painéis!

A querida amiga Rafaela, que  retornou às provas nesse domingo, que seja pra ficar! O mundo das corridas fica mais alegre com você!
Ganhei meu domingo, ganhei minha medalhinha, ganhei amigos ( sejam bem vindos a esse grupo de malucos!) e ganhei no auto-conhecimento.  Já ia esquecendo , fiquei em décimo lugar na minha faixa etária, que lindo!  Agora vou focar nos treinos pra W21 da Asics em São Paulo, uma Meia Maratona só para mulheres, agora em setembro.  Mantenha-se correndo!


domingo, 3 de agosto de 2014

Aos amigos, a glória!


Sempre tive dificuldades com títulos de redações, desde a época do colégio. Escrevo primeiro o texto e depois fico matutando que nome ele vai ter. Com essa postagem foi o contrário, essa frase aí de cima está na minha cabeça já tem uns dias...

Para um corredor, é bem fácil explicar o porquê, pois ao contrário do que se pensa, corrida não é um esporte solitário. Logicamente, existe a facilidade e a comodidade de se treinar sozinho, na hora que dá vontade, quando o corpo pede ou quando a planilha manda, mas é impossível correr e não fazer amigos! São os que correm ao seu lado, os que dividem com a gente os espaços nas redes sociais, os verdadeiros anjos que mesmo sem nos conhecer ficam ao nosso lado com palavras de incentivo quando a gente acha que não consegue mais ... os que nos resgatam numa prova (grande Beto!) nos quilômetros finais, alegres, cantantes e portadores de isotônicos e energéticos.

A gente pode até cabular um treino quando se está sozinho, mas se marcar com um amigo... complica! 

Fora os amigos que nem correm, mas apoiam do jeito que podem... os amigos que já fiz acordar de madrugada num domingo pra me levarem ao local de largada num dia de prova. Os que aceitam que vamos visitá-los em outras cidades (hmmm, será que ela tá vindo me ver ou só pra correr?), os que nos aguardam na linha de chegada, mesmo tendo completado a prova uma hora antes de você. São muitos os exemplos,  muito o que agradecer mas acima de tudo, muito a se oferecer em troca. Sejamos nós mesmo o anjo de um novo corredor, de alguém que não acredita em si. 

Às vezes vale mais aumentar um pouco seu pace pra ajudar um colega do que terminar uma prova e não ter ninguém te esperando na linha de chegada.

A todos os meus queridos que, na pista ou não, correm comigo, meu muito obrigada!

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Qualquer um pode (?)

Olá pessoas queridas!

Estou aqui numa virose braba,  parece o dia seguinte de uma malhação pesada, com o maior peso na consciência por ser quinta-feira e eu não ter ido um dia sequer à academia essa semana. Menina, respeite sua virose! 

Então, nesse tempo de muito tempo de repouso, melhor gastar os miolos escrevendo algo que, quem sabe, entretenha ou seja de utilidade pra alguém nessa vida (risos). É o seguinte: eu tenho um amigo que sempre tá discutindo comigo. Não é discutir bonitinho, a gente briga mesmo, porque quase sempre ele discorda de mim e eu fico p. da vida! Ele vai ler esse texto e vai se lembrar, do dia em que eu falei pra ele: "correr é um esporte democrático, qualquer um pode praticar, basta botar um tênis e ir pra rua!"

http://ramfit.com.br/2012/04/escolhendo-seu-tenis-de-corrida/
Ele perguntou se eu estava louca! Como assim Luciana? É tênis pra pisada certa, com amortecimento ideal pra 5, 10, 21, 42 km, camiseta com proteção U.V., bermudas, calças e shorts de compressão, meias, monitores cardíacos, marcadores de ritmo, bonés ... sem contar os mp3, eu amo correr ouvindo música.

Pra mulher então, o céu é o limite! Cada dia descubro mais coisas, que diga-se de passagem, eu ADORO. Eu era vidrada em sandálias, meu pai me perguntou uma vez se eu era uma centopéia, agora... vamos ao shopping? Vou te mostrar minhas novas lojas preferidas. Tênis ... o mundo encantado e maravilhoso dos (coloridos) tênis de corrida ... suspiros... eu queria ter um short pra cada prova, combinando com minhas unhas, claro. Essa semana descobri até adesivo de unha para corredoras, que luxo! 

Confesso que roupa nova me motiva mais a correr. Já cometi um dos maiores equívocos da vida de um corredor: comprei um tênis pouco tempo antes de uma meia maratona e treinei pouco com ele. Doeu, doeu pra cacete, ficou a lição de São Tomé.

Meu amigo, de certa forma, tinha razão... o que me alenta, e me faz discordar veementemente, foi o fato de ter conhecido uma família inteira, um casal e filhos, que corria em Salvador ... de pés descalços. Não era técnica, não era estratégia, simplesmente não tinham como comprar tênis. Mas corriam, e como corriam! Os vi no pódium muitas vezes, até uma grande academia perceber o potencial deles e patrociná-los. Então ... o que você precisa para correr? 

Vá treinar que a gente vai correr

31 de julho de 2014.

Primeiro blog, primeira postagem.
Expectativas? Uma: dividir com o mundo o meu olhar sobre as corridas que participo, com uma pitadinha ou outra de outras experiências. Expressar meus sentimentos, especialmente sobre um esporte no qual ainda engatinho, mas que já me trouxe tantas alegrias e novas experiências - positivas e negativas - que me fizeram mudar, por dentro e por fora. 
Sou bióloga, professora, 40 anos, solteira, sem filhos,  praticante de corridas de rua a cerca de quatro anos (minha primeira prova foi no dia 21 de maio de 2011, nunca esquecerei). Até então nunca tinha pensado em correr, carregava comigo o amor ao vôlei e uma frustraçãozinha de nunca ter me tornado atleta profissional. 
Foi justamente nesse ano, 2011, que meu namorado nos inscreveu numa prova de 5 km, e apenas me disse: "vá treinar que a gente vai correr". Quase três anos de relacionamento e eu nem sabia que ele corria... ou correu algum dia na vida!
Então foi assim: vamos caminhar primeiro, caminhar 5 km. Ótimo! Aí foi fácil ... mais ou menos! Eu sou impaciente, pra quem tá iniciando, esses 5 km duram quase uma hora, nossa como demorava! Então naturalmente meu corpo pediu pra ir mais rápido: 1 min, 2 min, trotezinhos leves, batimentos cardíacos monitorados, foi, foi... 
No dia da prova, noturna, eu, meu querido mais um casal de amigos. Gente, gente, gente, luzes, música, meu primeiro número de peito, que lindo! Parecia que eu estava numa prova olímpica. A largada, coração acelerado, o medo de não terminar... devagar, devagar, a linha de chegada vindo, o coração saindo pela boca de tanta emoção, lágrimas nos olhos ( ainda me emociono lembrando desse momento). 
Todo corredor iniciante deve dizer a mesma coisa, o filme que passa na cabeça, a vida toda, as limitações, as superações que todos passamos e a vida nos impõe. 
Essa prova foi minha comemoração pela vida. O início de uma nova proposta pra mim, de viver melhor, de aprender mais, de ser uma pessoa diferente, melhor pra mim e para o mundo. Tenho seguido essa filosofia, da forma que me é possível.  A corrida veio de uma forma intensa, passional, desafiadora, esfuziante e assim tem sido a cada prova, a cada distância superada. 
Hoje contabilizo em torno de oitenta provas completadas, nunca abandonei uma, já passei pela fase de querer baixar o pace a qualquer custo e hoje quero apenas correr. " Keep running" , livre, feliz e solta. Quero contaminar as pessoas com esse maravilhoso e terapêutico esporte, quero presenciar sorrisose e lágrimas de quem nunca achou que poderia, como eu achei um dia. Seja bem vindo!
Minha primeira prova, nascia uma corredora!