segunda-feira, 6 de julho de 2015

Correr e dançar, é só começar!

Somos todos formiguinhas!

Fiquei uns bons minutos sentada à frente do computador, pensando como começar esse post e ainda não sei, então vai saindo..


Eu tenho presenciado e vivido momentos muito especiais nesses cinco anos de corredora, ontem, sem dúvidas, foi um deles. E pensar que quase fico de fora! Subestimei o que a K21 Series poderia representar para o nosso pequeno Estado, para nós que estamos envolvidos com o esporte e especialmente, o que poderia representar na vida de cada um de nós que estivemos lá. 

Olha eu, na frente da mocinha elegante aí, rs. 



Pois bem, pra quem não conhece, o Circuito K21 Series é internacional, tem algumas etapas no Brasil, mas nunca houve provas no Nordeste. É um circuito de trail run (corrida de montanha, alguém me corrija se eu estiver enganada) que este ano, graças ao empenho e dedicação primorosos da Conceito Soluções Esportivas (agora eu estou imaginando como foi o trabalho de convencimento de Flavinha pra trazer essa prova pra cá), aconteceu aqui em Sergipe, na nossa maravilhosa Serra de Itabaiana. Pra começo de conversa, eu não estava inscrita. Daí rolou uma promoção no Instagram de uma cortesia, da @timefit_spa, indiquei meio mundo de gente e nem pensei mais nisso. Eu estava em Salvador quando vi a mensagem deles me avisando que eu tinha sido contemplada com a cortesia. Opaaaaaaa! Correr já é bom, de graça então! Ah se eu soubesse, se eu imaginasse o que viria! Deus é MUITO bom! Aviso: vão guardando o dinheiro da inscrição pro ano que vem, vale cada centavo, aprendam com a vacilona aqui. Eu  aprendi.
Edson Magoolin clicndo todo mundo e Marcelo no staff.


Tive a alegria de ter meu amigo Edson Magoolin, que tira a maioria das fotos que tenho das minhas provas em Salvador, aqui pra registrar o evento, então no sábado fui buscá-lo para o Congresso Técnico e o jantar de massas pré-prova. São Pedro largou foi água! Foram horas de chuva forte, chegamos já no final do Congresso. Encontrei alguns amigos, tinha uma galera de Alagoas muito alto astral fazendo folia, tirando fotos, povo super animado! Conheci o Marcos Pinguim, corredor-fotógrafo, figuraça!  Só consegui dormir lá pelas onze da noite. 3:30 da madrugada eu acordei e não preguei mais os olhos, culpa da minha rinite alérgica misturada com minha ansiedade.
Delícias regionais, hmmmmm!

Vamos nessa: prova marcada para as oito da manhã, fomos eu, meu amigo Edvaldo e o Edson pra Areia Branca, município da largada. Chegamos lá, no forródromo da cidade, passava um pouco das 7:00, aos poucos os amigos foram chegando... Andrey e Flávia, tensos, não é pra menos! Muita responsabilidade envolvida.  Eu olhava pra vocês e só queria dizer : vai dar tudo certo! E como deu né?  Fomos recepcionados com um maravilhoso café da manhã nordestino: pamonha, bolos diversos, batata doce, inhame, café, suco, tanta coisa! Golpe baixo! Foi difícil controlar a gulodice. Um trio de forró  estava tocando, encontrei algumas amigas Divas,fotos, fotos, fotos, hora de circular, encontrar os amigos Corredores de Aracaju, fotos, fotos e fotos (valeu Clarckson!, aluguei não foi?). Que clima maravilhoso! Parecia uma grande festa em família, um forró bom tocando, muita gente dançando, que lindo! 

Andrey comunicou que haveria um pequeno atraso, quem reclamou? Foi muito engraçado, nunca achei tão bom um atraso, porque depois surgiu uma quadrilha improvisada, puxada por uma colega de Alagoas, danada!  Aí foi aquecimento-forró, com corredor-tocador, corredor-dançarino, corredora-marcadora, rs. Eita que meu nordeste arrasa!
Corredores talentosos!

Mas vamos largar! Alegria, alegria! Um pouquinho de paralelepípedo na saída pra Serra, fiquei rouca de tanto gritar o nome dos amigos que passavam. Largamos em grupo, eu, Lillian, Geraldo, Eliene, Sarah, Analisea e Clarckson . Na entrada da Serra, já uma descida enoooorme, com algo que ainda não sei se era uma estrada de barro, completamente acidentada. Acho que devido à chuva da noite anterior fez-se uma vala no meio com barro, muito barro. A galera " miserável" se mandou, meu Deus, como conseguiram? E nós, pessoas " normais", descemos nos agarrando ao que dava: o mato ou um colega, rs. Compensador foi o riachinho no final da ladeira, pra tirar todo o barro dos tênis e colocar os dito cujos à prova. Daí fui uma subida também enooorme, que rendeu um foto belíssima! 

Super campeã Marily dos Santos, dando uma palhinha no Staff.
Depois dessa primeira descida-subida, pouco depois do km 2 veio o primeiro posto de hidratação, quem estava lá? Quem? Quem? A mega-hiper-super corredora Marily dos Santos! Sou fã, claro! Que honra! Meu amigo Marcelo que também estava no staff disse que ela é muito brincalhona, que adorou ser staff de uma prova. Outra grande campeã, Adriana, tb estava no staff, muito massa isso.  

Resolvi dar uma acelerada. Eu só tive uma experiência de corrida fora do asfalto, foi o Running Daventura, na Praia do Forte, tem bem uns três anos, então eu não tinha idéia de que ritmo deveria imprimir na prova. Do km 3 ao 7 consegui dar um trotinho maravilhoso. Eu, sozinha, ninguém ao redor. Nada paga esse momento que pra mim foi maravilhoso: eu com meus pensamentos, minhas lembranças de estudante de biologia, quando ia pra Serra com os professores, agradecendo a Deus por estar ali fazendo parte daquilo tudo. Muitas borboletas no caminho, lindas, lindas, lindas. 
Muito massa quando a gente lê o que uma pessoa escreve
e depois passa a conhecê-a, o super Marcos Pinguim.
Todo o trajeto foi sinalizado por faixas penduradas nas árvores. Os postos de hidratação foram bem distribuídos, a água estava geladíssima e a galera do staff deu show, simpatia nota mil! Alguns amigos do grupo Corredores de Aracaju foram voluntários, tão lindo! Tão bom ver vocês no caminho, maravilhoso! Só usei o gel de carboidrato na metade do km 7, numa descida cheia de pedregulhos que deu até pra baixar o pace, mas os joelhos reclamaram. Segurei a onda, vamos contemplar a paisagem e terminar sem dor, bem melhor. Encontrei minha amiga Ivi, super Diva, com uma galera e fomos juntos até o final da prova, que terminou subindo de novo o barranco do início, mas foi bem mais fácil que descer, já mais ciente do terreno, literalmente meti o pé na lama.
Nós e todas as fotos do mundo!

Como diz o amigo Josenilson, ganhamos 1 km de brinde. Foram pouco mais de 11 km, eu e Ivi chegamos juntas e felizes, muito bom ouvir Andrey anunciando meu nome na chegada, mas sinceramente, deu vontade de voltar, de ter mais uns 5 km de brinde mesmo.  

Tá ótimo!
Fiz a prova sem compromisso de desempenho, foram 2:10 h de percurso, lindos, maravilhosos e intensos momentos! Tivemos almoço pós-prova, piscina de gelo, massoterapeutas, lanche farto com água de coco de verdade, no coco, chique! O trio de forró tocando, todo mundo feliz, feliz!  A quadrilha Areia Branca deu show, lindos demais. Os amigos foram chegando, maravilhados, exaustos, cansados, mas todo mundo muito satisfeito e feliz com a prova. Só sabe quem corre!

Saí de lá quase no final, eu e Edvaldo (rato de festa,hein?). Foi uma prova perfeita, em todos os aspectos. Marcos Pinguim, o corredor-fotógrafo-figuraça disse que foi uma das etapas mais lindas e mais pesadas da k21 que ele já fez. Ficou a sensação de quero mais, da próxima vez vou para os 21k , que teve cachoeira, ai que inveja! 

Eliseu se esbaldando na cachoeira, pra quem fez 21 k.
Foi difícil dormir depois, meia-noite eu ainda estava pilhada, muita adrenalina. Prova boa é assim, deixa a gente com a cabeça nela depois que termina. Foi inesquecível, ver a satisfação  da população local, a receptividade maravilhosa. A galera corredora dando show de animação, a alegria de todo mundo, antes, durante e depois da prova. A k21 Aracaju deu show, mostrou nossa cultura, nossas riquezas, naturais, humanas e culturais. Foi como se cada nordestino estivesse ali, muito bem representado, dando as boas-vindas a K21.  Que tenha vindo pra ficar. 

E no final, tudo deu certo, como tinha que ser. Anarriê!

Créditos das fotos: a maioria é do Marcos Pinguim, outras foram enviadas por amigos pelo Whatsapp.


Diversão no pós prova.



Edvaldo, corredor-dançarino, rs. 

Amigos do meu coração, juntos em mais uma prova maravilhosa!




Emanuel veio do Rio Grande do Norte, volte sempre amigo!



Flavinha, mentora do evento, junto com nossos amigos premiados.

Andrey, locutor-corredor-pau-pra-toda-obra, também mentor da festa!

Tô feliz!


Quadrilha é bom! A gente corre e dança, rs. 

A quadrilha encerrou a festa com chave de ouro, linda!

domingo, 14 de junho de 2015

Com a benção de Santo Antônio!

Essa eu resolvi escrever logo, para aproveitar que os fatos estão fresquinhos na memória!

A igreja, a medalha.
Tivemos hoje aqui em Aracaju a XXV Corrida Rústica Santo Antônio, organizada e executada pelo amigo Jorge Henrique Leal, que está dando continuidade a uma história muito bonita de amor às corridas de rua. Eu explico: essa prova foi organizada pelo pai de Jorge durante 24 anos, até o seu falecimento, a alguns anos atrás. Era uma prova tradicionalíssima na cidade e este ano, Jorge a retomou como forma de homenagear a memória do seu pai, que hoje deve estar sorrindo e batendo palmas pelo brilhante desempenho do filho!
O amigo Geraldo registrando a singela ladeirinha, rs. 

Pra quem não conhece Aracaju, temos um bairro chamado Santo Antônio, um dos mais antigos da cidade, onde está a colina do Santo Antônio e a igreja do dito Santo. Nada grandiosa, uma singela igreja, simples, linda, arejada, de onde se tem uma vista fabulosa da cidade e de parte dos municípios vizinhos. O acesso principal é pela Av. João Ribeiro que culmina numa ladeirinha de uns 200 m... muito filé! Eu já tinha tido o prazer e o desafio de subi-la de bike, uhuuu! Mas correndo... hmmmm sei não! 

Aos iniciantes em corrida vou logo avisando: preparem-se! Corredor é movido a desafios.
Ai Jisuis, só rebocada!
Talvez sua ficha não tenha caído ainda, mas vai cair ... a gente começa assim: com provinhas simples, planas, asfalto, tudo bonitinho ( Não vale pra Will essa observação, rs) aí vai se encantando com o novo: uma corridinha na areia da praia, outra nas estradas de piçarra, uma  na chuva, uma ladeira ... acostume-se! É muito bom que seja assim, seres humanos são movidos pela superação, senão a gente estagna e fica tudo muito repetitivo e chato. 

Querido Ben Ayres, eu e Thiago, na sua primeira prova.
Foi mais ou menos essa linha de argumentação que usei pra convencer muita gente a encarar essa prova, além de que, especialmente pra nós mulheres, malhar os glúteos é bom e no verão todo mundo fica feliz! 

Vamos lá: prova marcada para as sete da manhã, tempo nublado, já tinha chovido pela madrugada. Meu irmão, Cristiano, foi comigo, chegamos faltando uns 15 minutos pra largada, a festa estava boa! Muita gente, muitos amigos, antigos e novos, minhas queridas Divas super animadas, parti logo pro aquecimento, Livinha jogando duro! Largada pontual, no alto da ladeira. Eu tenho mais medo de descer ladeira que subir, sempre acho que vou me estabacar no chão, desastrada e estabanada que sou.

Estamos chegando! Alegria!
Fui com cuidado até o final da colina, aí foi sebo nas canelas! Meu ritmo de prova eu só mantenho se determinar no primeiro quilômetro, então forcei um tiquinho pra tentar manter no resto da prova. Um pouco depois desse km emparelhei com minha amiga Diva Marilda, estávamos no mesmo ritmo e lá fomos nós! Começou a cair uma chuva, que delícia! Nisso a gente já tava quase na metade da prova, uma seguindo a cadência da outra, as duas dando o máximo de si, uma levando a outra no ritmo. 

Assim fomos! Marildinha,  você foi um anjo, como foi bom correr ao seu lado! Toda vez que eu pensava em caminhar eu olhava pra você e me sentia de alguma forma responsável por manter o ritmo que a gente estava levando e ao mesmo tempo te via correndo tão bonitinha, toda trabalhada na postura, foi um grande incentivo!
Muita emoção nesse abraço!


Menino de ouro! Alisson, meu ex-aluno e um super corredor.


Tirando alguns motoristas grosseiros, estúpidos e sem educação, correu tudo de forma tranquila. Muita água nos postos de hidratação, staff super simpático. Delícia foi entrar na avenida que leva de volta à colina! Como eu já tinha feito o percurso num treino de reconhecimento na semana passada, ficou bem mais fácil adaptar a distância ao ritmo. Recomendo: todo corredor devia fazer o percurso da prova antes! Aprendi isso agora, porque eu nunca tinha me ligado nesse cuidado. 
Mais uma juntos, né amigo? 

O cansaço já era grande, lá vem ela, a ladeira do Santo Antônio! Subi, quase parei, subi (valeu Luiz e Edvaldo, ver um fotógrafo faz a gente correr melhor, kkkk), e terminamos a prova juntas, de mãos dadas, super emocionadas e felizes!  Lembrei do Sr. Antônio Pedro que conheci em Salvador, que botava um nome em cada medalha. Se eu fosse fazer isso hoje, a minha se chamaria Marilda, sem dúvidas! Correr com um amigo não tem preço!
Irmão corredores! 

Desafio cumprido, foram 5,8 km de prova, pace médio de 6,15 min/km. Tive a felicidade de ver pessoas queridas iniciando, como Thiago Souza, o prazer de ver meu irmão numa prova e o orgulho de fazer parte dessa família linda dos Corredores de Aracaju.  As queridas Divas Runners, eita mulherada corredora! Vocês  são maravilhosas, de uma alegria sem igual. 

Beijos especiais para a querida Dangelly Lins, o que dizer de você minha querida? A homenagem foi justíssima, #todosporNatielly, nossa pequena e forte guerreira.  Para Marcela Matos que faz aniversário amanhã e teve um parabéns especial. Eu adoro correr gritando o nome de todo mundo que eu conheço, isso tá ficando cada dia mais complicado, muita gente! Tô feliz!
Divas Runners, só alegria!

Do meu ponto de vista, a corrida foi um sucesso! Esse Jorge é um danado, meio tucudo né? Fez quase tudo sozinho! Ainda bem que temos os amigos socorristas e teimosos que ajudaram, Flavinha, Andrey, Joaquim e Juliano, parceiros do bem! 
Minha família linda, Corredores de Aracaju!

Valeu a festa, a interação, a troca de energia que faz a gente começar a semana com a pilha recarregada. Ano que vem subiremos a colina novamente! 

terça-feira, 21 de abril de 2015

Somos todos corredores!

Peço aos amigos um pouco de paciência, pois este será sem dúvida o meu texto mais longo já publicado no blog. Lembro-me de ter anunciado em alguma postagem anterior a existência do grupo Corredores de Aracaju, no Facebook, e do quanto eu estava envolvida e feliz com o crescimento do nosso projeto, que é unir os corredores sergipanos em torno do amor às corridas.
Divas Runners! Marcando presença, lindas!

Pois bem, no último domingo, dia 19 de abril, fizemos a I Corrida dos Corredores de Aracaju. Vou tentar ao máximo não ser emotiva, mas aviso de antemão que vai ser muito complicado! Primeiro porque é como falar de um filho, segundo porque pode ser que eu não tenha o filtro necessário para ser crítica o suficiente e sinceramente, nem sei se quero. Eu sei o que eu vi e sei o que senti, então pra mim, isso basta, não tenho pretensões jornalísticas. 


Reunimos 230 corredores mais uns tantos que não conseguiram se inscrever e mesmo assim foram prestigiar o evento. Nada rebuscado, tudo muito objetivo e simples: medalha (que não é por nada não, linda, linda, linda! Gostei de um colega que disse: "minha primeira medalha genuinamente sergipana", pois homenageamos os arcos da Praia de Atalaia, um dos nossos marcos turísticos), um farto lanche pós-prova (destaque  pro mungunzá da Dona Dilma, as rapadurinhas, mariolas e melancia, além de guaramix, sucos de frutas, não era de caixinha, e tantas outras iguarias) e o percurso democrático: cada corredor poderia escolher a distância que quisesse, dentro dos 10 km da prova. 

Não é linda?

Prova realizada nas areias da praia de Atalaia, com marcação a cada quilômetro ( Joaquim, vc é fera demais, marcou de dentro do carro e foi quase que exato!). Água a cada 2 kms de prova, farta e abundante. Logicamente, não foi uma competição. Tivemos número de peito, para fazer o sorteio de brindes e para aqueles que gostam de colecioná-lo, mas o desafio foi pessoal, a intenção era confraternizar.

Tô chegando!
Não tenho palavras, mas me sobra emoção, para descrever o que vi: corredores felizes! Casais correndo lado a lado, pessoas que não corriam se animarem a começar a praticar,  adultos acompanhados de crianças, amigas  e amigos em grupo, muita gente se superando nas distâncias e nos ritmos pessoais, mas todos, todos, todos, muito alegres. Se eu estiver exagerando, peço aos colegas que estiveram presentes que comentem a respeito.

Fiz  6 km acompanhada de dois amigos-anjos: o querido Flávio, nos 3 kms iniciais e o amigo Plínio, nos 3 kms finais, num ritmo bem ameno, pois estou passando por problemas de saúde e por orientação médica, não posso correr. Isso e´caso pra outro post. Então pra mim foi basicamente caminhada, mas quem liga? Eu estava lá! E eu sei que foi um dos momentos mais bonitos na minha história como corredora de rua. 

Não sei a conta de quantos abraços eu dei, quantas pessoas eu conheci e me abraçaram com carinho.  Quantas palavras de encorajamento me disseram, isso não tem preço, só gratidão.  
Momento " parabéns pra você", pro  grande Joaquim,
que fez aniversário nessa semana.

Fazer 10 km em 36 minutos, aos 56 anos, é só para os fortes!

Ficou a maravilhosa sensação do sonho realizado. Sonho que sonhei junto com tantos outros: Marcelo,  amigo de todas as horas, Ben, o grande empreendedor do nosso grupo, Jorge, nosso mago na arte do design, que fez nossa camiseta linda, nosso logo do grupo e a arte da medalha, Flávio, que ficou na areia até o último corredor chegar, aos amigos Líllian e Geraldo, um exemplo de união e de boa vontade, Ao querido Andrey, sempre disposto a nos ajudar, à Unimed, por ter cedido a ambulância que graças a Deus não precisou ser usada, e especialmente aos queridos Joaquim, do grupo Pé no Chão e à Flávia Luana, da Conceito Soluções Esportivas. Pra esses dois, eu não tenho nem palavras! Vocês definem o amor ao esporte, mais do que qualquer coisa que possa ser dita, obrigada mil vezes! 

Joana em primeiro plano, Felipe de camiseta branca lá atrás,
PinkCheeks e Coolbelt presentes no evento com direito a brindes sorteados.

Aos queridos Felipe e Joana, representando a Coolbelt e a PinkCheeks, pelos stands de produtos, dos quais sou fã e recomendo, estamos juntos! Aos queridos César e Arthuro, pelas fotos perfeitas, lindas, não canso de ver e de admirar, vocês são feras!  Não posso esquecer de citar a presença de Seu Fiel, o nosso maior exemplo de admiração. Quando o vi lá pensei: estamos com moral! 
Família que ama corridas!
Obrigada aos dois, muito queridos!

Fizemos o que nos propomos a fazer: corredor comemora correndo! E dá mesmo vontade de fazer um encontro desses por mês, mas vamos com calma. 







Muito, muito obrigada a todos os corredores de Aracaju que estiveram presentes. Agora não me sinto mais sozinha, sou parte de uma família! 

A Família Corredores de Aracaju. 


sexta-feira, 6 de março de 2015

Pernas ao vento!


Tom Jobim cantou as Águas de Março e se eu fosse compositora, criaria uma música que falasse dos ventos das praias de Aracaju, ventos que formam barreiras, barreiras que bloqueiam corredores... mas vamos por partes.

Não vou me cansar de falar o quanto o calendário de corridas do meu estado está sendo inovador. Neste ano já tivemos meia maratona de revezamento, corrida cross country e no domingo passado tivemos uma prova de 5, 10 e 15 km na areia da praia, a CORRIDA DA PRAIA, muito deliciosa e perfeitamente organizada pela Conceito Soluções Esportivas. 

Dia de luz, festa de Sol!
Pra deixar bem claro, só treinei na areia uma vez, foi em Salvador, na areia fofa. Como meus pés doeram! Abdiquei totalmente de correr na praia depois disso, cruzes, jamais, foi o que pensei. Daí veio uma corridinha massa de 5 km ano passado aqui em Aracaju, na areia dura, num final de tarde bem gostoso (foi a corrida da Academia da Praia) e fui me enamorando da ideia. Assim que abriram as inscrições, fui lá, me inscrevi, crente que tinha sido nos 15 km, mas descobri no dia da entrega dos kits que foram nos 10 (hoje tô bem aliviada por isso!). 

Marcelo, Flávia e eu.
Parabéns para a Conceito, excelente organização!
Vamos à prova: entrega super organizada do kit, lembrando que tinha a opção do kit completo ou o kit básico, ideia maravilhosa pra quem não quer nada além do chip e número de peito, foi muito rápida a entrega, o pessoal da Conceito muito acolhedor e gentil. 

A prova estava marcada para as 7 horas do domingo, eu e meu amigo Marcelo chegamos uns 15 minutos antes. Palmas também pra localização da prova, numa praia longe de concentrações urbanas, uma vasta faixa de areia livre, um sol que já dizia a que veio: a corrida tinha tudo pra ser um marco. Houve um pequeno atraso de cerca de 15 minutos na largada, devido à espera pela ambulância. Muito bom, segurança em primeiro lugar. Ainda deu tempo de encontrar os amigos, tirar fotos, aquecer ao som de salsa e lá fomos nós pra largada, todo mundo muito animado! Foi lindo de se ver 600 corredores na areia, aquele mar de gente, a maioria  com a camiseta branca da prova, no contraste com o céu azul de tudo, linda imagem! Corremos na direção oposta à cidade, a logística foi bem simples: quem ia correr os 5 km, retornava nos 2,5, para os 10 km, retorno nos 5 e para os 15 km, retorno no km 7,5. 
Registrando a presença da querida Belzinha,
de Feira de Santana pra Aracaju, presença mais do que especial,
pódio na colocação geral pra ela!

Comecei a corrida bem concentrada, consegui manter o ritmo em torno dos 5:40-6:00 min/km, nos cinco primeiros quilômetros, nossa que felicidade! Muito, muito bom! Irritante foi ver muita gente jogando copos plásticos de água em tudo que era lugar, quando a  organização enfatizou exaustivamente que segurássemos os copinhos vazios até o próximo ponto de hidratação. Irritante mesmo, uma raiva que dá! Devia ter um jeito de punir isso. Enfim, continuando, cheguei num ritmo que eu queria nos 5 km, tentando não perder o foco e manter esse ritmo por mais 5, mas eis que... pá! o que foi aquilo??? Um paredão invisível? Foi só fazer a curva dos 5 e uma rajada de vento parecia dizer: "peraí mulher, vá com calma! Segure sua onda!" Como assim que meu pace subiu pra 7:00 min/km e eu não conseguia fazer baixar? Como é que a gente bota força nas pernas e elas continuam lentas?  
Antônio, grande corredor!

É amigos... fui apresentada aos ventos litorâneos sergipanos, com chave de ouro. Foi duro, muito duro, daí a mente tinha que funcionar e mudei de estratégia: tentei dividir os quilômetros restantes em duas partes: forçar o ritmo o mais que pudesse por 500 m e aliviar nos outros 500, como um treino intervalado. Colei num grupo de uma assessoria, tentando fazer um quebra-vento, também ajudou. E foi assim que terminei, vencendo quilômetro por quilômetro, até ver o pórtico como uma miragem no deserto e ainda conseguir dar um sprint no final, chegando feliz, feliz, feliz! 

Cheguei, uhuuuu!
Batimentos cardíacos ok, vamos aproveitar o pós-prova e esperar o resultado, com sorteio de muitos brindes: teve picolé, gatorade, frutas, água geladinha, massagem pra quem precisou, sorteio de tênis, celular e de tv, foi uma festa! Assim posso resumir a Corrida da Praia: foi uma festa mesmo, maravilhosa, condizente com um lindo domingo de sol, toda a energia boa e positiva do staff, dos organizadores, das assessorias e dos corredores, foi realmente muito legal. 



Mais um pódio, linda surpresa!
E pra ficar mais legal, o que faltava? Não era ganhar a TV, risos. A prova, como poucas que tenho visto, teve premiação por faixas etárias para os corredores dos 10 e 15 km. AÊ! Fiquei em primeiro lugar na minha faixa etária! Esse negócio de pódio tá ficando bom! Pódios inesperados,  que beleza!  E assim voltei pra casa com duas medalhinhas lindas, um sorriso de orelha a orelha.  Sou ou não sou uma pessoa de sorte? 



Vamos correr?
Só pra lembrar: próxima prova: os 25 km da Corrida Cidade de Aracaju, vamos lá ver o que vai dar!
 
O querido amigo Jeorge, que também
 subiu ao pódio na sua faixa etária, nos 15 km
.
Originalidade da medalha.